O mês de abril marcou o início da entrada das primeiras frutas precoces no mercado, como a laranja-pera e a tangerinas. Esse aumento na oferta pressionou os preços da laranja de mesa. Para maio, a tendência é de que essa queda nos preços se intensifique, devido à maior presença dessas frutas no mercado in natura.
📉 Queda nos Preços
Segundo dados do Cepea, a laranja-pera para supermercados foi negociada à média de R$ 83,58 por caixa de 40,8 kg na árvore entre os dias 29 de abril e 3 de maio, representando uma desvalorização de 0,72% frente à semana anterior. Essa queda é atribuída à maior oferta de frutas precoces e à entrada das tangerinas no mercado.
No setor industrial, o preço da laranja também caiu. A média de abril foi de R$ 51,81 por caixa, queda de 18% em relação a março.
🌍 Mercado Mundial de Sucos
O mercado mundial de sucos segue com demanda baixa. Os preços de venda desde a feira da SIAL PARIS 2024 recuaram consideravelmente e há quem aposte num cenário semelhante até conferência do setor na JUICE SUMMIT em Antuérpia, na Bélgica, e a feira de ANUGA em Colônia, na Alemanha, ambas programadas para o último trimestre deste ano.
Além disso, nos dias 11, 12 e 13 de junho ocorrerá em São Paulo (SP) a IFU Conference — um dos eventos mais relevantes do setor. Todo o setor estará presente, com profissionais que atuam no segmento de frutas e sucos, oriundos de diversos países. A Dm2 também marcará presença.
🌦️ Impacto do Clima
O clima ameno do outono também tem influenciado a demanda por laranjas. Temperaturas mais baixas e aumento das chuvas reduzem o consumo da fruta, o que contribui para a desvalorização dos preços.
🏭 Indústria e Processamento
Com a queda nos preços e a menor demanda no mercado in natura, a indústria tem intensificado o processamento de limão (tahiti), especialmente da variedade lima ácida tahiti. Essa movimentação ajuda a escoar frutas fora do padrão para a indústria fresco, equilibrando a oferta.
🔍 O Que Isso Significa?
Para os consumidores, essa é uma boa oportunidade para adquirir laranjas e tangerinas a preços mais acessíveis. Contudo, a qualidade ainda deixa muito a desejar e a substituição por outros frutos mais maduros e com melhor sabor é a opção para muitos consumidores. Para os produtores, é um momento de atenção às estratégias de comercialização, considerando o aumento da oferta, as condições climáticas, principalmente ao inverno que vem por aí com frio no sul e sudeste, e chuvas no norte e nordeste, e os sinais vindos do mercado global. Qualidade! Qualidade! Qualidade!
Fonte: https://www.hfbrasil.org.br/